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PAI NÃO deve AJUDAR!?

Por: Marcus Renato de Carvalho, pai da Clara e da Sophie

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Nada de apenas ‘ajudar’

os pais estão assumindo mais as tarefas domésticas e os cuidados com os filh@s.

Novas relações familiares e trabalhistas estão exigindo uma participação mais ativa da figura paterna

 Exclusivo para o Click Bebê

 

                                      Foi-se o tempo em que o pai era visto apenas como o provedor da casa. O mundo evoluiu e a forma de as pessoas enxergarem esses papéis e responsabilidades estão mudando gradativamente e, por isso, a importância do pai na criação dos filhos é cada vez mais ressaltada e requisitada.

A função (e obrigação) do pai é participar, tanto quanto a mãe, dos cuidados do bebê”, defende o pediatra Marcus Renato, autor do livro Paternidade na Gravidez, Parto e Amamentação (Editora Simplíssimo) e membro do Grupo de Trabalho Homens pela Primeira Infância da Rede Nacional da Primeira Infância (RNPI). Nesta entrevista, o médico comenta as funções do pai da atualidade, seu papel e todos os benefícios trazidos por sua participação, tanto para o bebê quanto para a parceira.

Qual a importância da paternidade no pré-natal e na hora do parto?

O suporte emocional que o pai oferece para sua companheira contribui para uma gestação com menos intercorrências. A presença do pai no parto, por exemplo, está associada com menor necessidade de uso de medicação contra dor, com vivências mais positivas no pós-parto e uma melhor saúde materna. Há um ditado Maia que ilustra as funções da mãe e do pai e demonstra como são diferentes e ao mesmo tempo complementares:

 “No bebê, está o futuro do mundo. A mãe precisa abraçá-lo forte para que ele saiba que o mundo é dele. O pai precisa levá-lo até o monte mais alto, para que ele veja como é o seu mundo”.

O que fez com que a participação efetiva do pai fosse mais cobrada?

Novas relações familiares, trabalhistas e socioculturais provocaram essa revolução de gênero, provando que mulheres também são provedoras e os homens também podem ser “do lar”. Há também conceitos como o home-office, o trabalho pela internet e serviços autônomos que permitem o revezamento das tarefas domiciliares e cuidados com os filhos. Um grande marco é a ampliação das licenças-maternidade e paternidade, que podem chegar até 6 meses e até 20 dias nas empresas cidadãs, respectivamente.

Já existem pais que priorizam a criação dos filhos em vez da carreira profissional?

Temos uma sociedade ainda muito patriarcal e machista. Porém, essa mudança já está acontecendo e está visível.  Recebo no meu ambulatório de pediatria e no meu consultório de puericultura filhos sendo levados pelos seus pais, sem a presença das mães. Mulheres que trabalham fora de casa e homens que exercem suas funções laborais em casa, para ficarem mais perto dos filhos.

As tarefas tradicionalmente delegadas à mãe nos cuidados do bebê podem ser exercidas pelo pai?

Claro, os pais podem e devem fazer as tarefas cotidianas. Não é função do pai “ajudar”, e sim dividir as tarefas. O homem é capaz de tudo, menos de amamentar. Mas pode e deve apoiar a mulher durante a amamentação.

De que forma, o pai pode ajudar no sucesso do aleitamento?

O pai tem influência na decisão da parceira de amamentar, no auxílio na primeira mamada e na duração da amamentação. Sempre digo que o pai pode também dar o peito e isso significa: dar colo, trocar fraldas, conversar, ler para o bebê, levar ao posto de saúde, assumir tarefas cotidianas do lar e cuidados com outros filhos. Isso faz bem ao bebê, à companheira e a ele mesmo.

Algumas mães acabam ‘monopolizando’ os cuidados do bebê e criticam o jeito de cuidar do pai cuidar. Isso é prejudicial de alguma forma?

Sim! As mulheres reclamam da ausência dos pais, mas às vezes erram não delegando algumas funções ou permitindo alguns cuidados, criticando os homens porque eles não fazem “direito”. Os homens são diferentes e realizam a mesma função de outra forma, e é importante esse diferencial ser tolerado.

Como a mãe pode aproximar o pai da criação do bebê, caso ele se sinta inseguro?

Desde o início, durante as consultas pré-natais, compartilhando as decisões, chamando-o para sentir o bebê se mexendo dentro do útero, levando para ver e ouvir na consulta de ultrassom e participando das decisões.

No caso de famílias monoparentais, a mãe, sozinha, pode suprir a ausência do pai?

Sim, mas ela deve pedir ajuda de outros familiares e da comunidade próxima. Às vezes, uma tia, um tio, uma amiga ou uma avó pode ter essa função necessária de mostrar ao bebê que existe não só a figura materna, há também um mundo que vai além do peito e do colo.

No seu livro Paternidade na Gravidez, Parto e Amamentação, o senhor cita os ‘mandamentos do pai moderno’. Quais são esses mandamentos e por que eles são tão importantes?

Elaborei os “Mandamentos do Pai Moderno” não como uma lei que deva ser seguida, mas como dicas para os homens contemporâneos que assumem, com muito orgulho, a função de corresponsáveis pela criação, pelo pleno desenvolvimento, pela saúde e felicidade dos seus filhos.

Pai que é pai:

– Acompanha a gestação, o parto e a amamentação;

– Exerce os cuidados cotidianos;

– Participa das atividades escolares;

– É provedor material;

– Ouve, olha nos olhos, brinca, está presente;

– Provê possibilidades de lazer, esporte e cultura;

– Possibilita o acesso aos seus direitos, à saúde e à educação;

– É ético, não mente e respeita as suas escolhas;

– Garante a sua presença mesmo tendo se separado e, claro, cuida de si próprio.

O senhor participa de um grupo de trabalho sobre paternidade na Rede da Infância. Qual é o objetivo?

O objetivo do Grupo de Trabalho Homens pela Primeira Infância é ampliar a participação dos pais nos cuidados, na saúde, na educação, na cultura, no lazer e nas políticas públicas. Fizemos já dois seminários nacionais e o relatório do primeiro seminário aqui no Rio está disponível na nossa biblioteca digital. Agora, dias 1 e 2 de setembro teremos o III Seminário sobre Paternidades – aguardem mais informações.


Fonte: Marcus Renato, pediatra especialista em amamentação e autor do livro Paternidade na Gravidez, Parto e Amamentação (Editora Simplíssimo). Também é docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa) e do GT Homens pela Primeira Infância da Rede Nacional da Primeira Infância (RNPI), além de editor do site Aleitamento.com (CRM/RJ 5239.677-0)

 

 


Última atualização: 12/8/2017

 

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