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PRÊMIO: Jovem Pesquisador em BANCOS de LEITE HUMANO

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

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Prêmio Jovem Pesquisador da Rede de Bancos de Leite Humano lança primeira edição

Por Cristiane d'Avila (Icict/Fiocruz)

                           A Fiocruz, por intermédio da Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH), está lançando um prêmio inédito para descobrir jovens talentos que fazem do leite humano e da amamentação seus objetos de pesquisa.  Trata-se do 1º Prêmio Jovem Pesquisador da Rede de Bancos de Leite Humano, que está com inscrições abertas de 1º de novembro de 2014 a 31 de janeiro de 2015.

O prêmio vai contemplar trabalhos em três linhas de investigação:

“Processamento, controle de qualidade e utilização do leite humano”;

“Assistência em amamentação na rBLH”;

“Comunicação e informação na rBLH”.

Os primeiros colocados de cada área temática – três do Brasil e três do exterior – serão premiados com intercâmbio técnico, no período de sete dias, em um dos Centros de Referência em Banco de Leite Humano da rBLH. Os ganhadores também receberão o financiamento de suas inscrições e a concessão de passagens e hospedagem para participarem do VI Congresso da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e II Congresso Ibero-americano de Bancos de Leite Humano, que vão acontecer de 24 a 27 de junho de 2015, em Brasília.

“A proposta do prêmio nasceu porque a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) e o Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano (IberBLH), que compõem a rBLH, reconhecem as pesquisas desenvolvidas por profissionais da área e querem incentivar estudantes universitários, ou graduados com até 10 anos de formação, a apresentarem trabalhos que poderão contribuir para o fortalecimento das ações desenvolvidas em países da América Latina, Caribe, Península Ibérica e África, onde há centenas de bancos de leite humano em atuação”, explica o coordenador da Rede Brasileira e do Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano, João Aprígio Guerra de Almeida.

Premiação em Brasília

Para João Aprígio, a rede se constrói, consolida e expande na inovação, compreendida como elemento estruturante de suas ações. Além de gerar soluções inovadoras para o Sistema Único de Saúde (SUS), a rede, no âmbito de sua atuação em assistência, informação e comunicação, pesquisa, ensino, desenvolvimento tecnológico, qualidade e cooperação internacional, também auxilia a Fiocruz a cumprir seu papel de agência de Estado. 

“Os três eixos de investigação propostos pelo prêmio são centrais para a rBLH. O ‘Processamento’ vai abordar aspectos relacionados ao avanço do conhecimento científico e tecnológico, no âmbito da segurança alimentar e nutricional na atenção neonatal. A ‘Assistência’ em amamentação coloca a mulher como protagonista do processo e vai contemplar pesquisas sobre novas estratégias de promoção, proteção e apoio à amamentação. A “Comunicação” vai avaliar as novas contribuições para o campo da comunicação e da informação direcionadas para a rBLH”, detalha do coordenador da rBLH.

A premiação dos trabalhos acontecerá durante o VI Congresso da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e II Congresso Ibero-americano de Bancos de Leite Humano, em Brasília. Os eventos reunirão representantes dos 24 países que compõem a Rede de Bancos de Leite Humano, a Área Técnica da Saúde da Mulher e da Criança do Ministério da Saúde, a Coordenação Nacional e as Referências Estaduais em BLH, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), a Fundação Oswaldo Cruz, a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), além de profissionais e estudantes de Bancos de Leite Humano de todo o Brasil e dos países da rBLH.

Regulamento e informações sobre o prêmio estão disponíveis no site do concurso.

Histórico

A história da Rede de Bancos de Leite Humano começa em 1986, quando se percebe que o modelo anglo-saxão de banco de leite humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), criado em 1943, estava muito afastado da realidade brasileira e do que se esperava para o Sistema Único de Saúde (SUS). Esse modelo, voltado para a coleta e a distribuição de leite humano, concebia o leite como uma secreção, e não como um alimento funcional. Em outras palavras, o processo se limitava à doação, não englobava a promoção, a proteção e o apoio ao aleitamento materno visando a segurança alimentar e nutricional em neonatologia.

Assim foi criado um novo modelo, chamado de novo paradigma. Resultado: em 2001, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano como um dos projetos que mais havia contribuído, no mundo, para a redução da mortalidade infantil. Assim teve início um apelo internacional para que a iniciativa fosse aplicada em outros países.

Em 2005, no 4º Congresso Brasileiro de Bancos de Leito Humano, do qual participaram 12 países da América Latina, se discutiu como levar a Rede BLH do Brasil para toda a região. Neste evento também aconteceu o 1º Fórum Latino-americano de Bancos de Leite Humano, no qual foi produzido um documento, denominado Carta de Brasília, em que os países signatários assumiam o compromisso de contribuir para a construção da rede Latino-americana de Bancos de Leite Humano. Em decorrência dessa iniciativa, foi iniciada a implantação de bancos de leite humano em 18 países da América Latina e Caribe hispânico. Em 2007, então, foi formulado o Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano, aprovado no mesmo ano pela Cúpula dos Chefes de Governo e de Estado da Ibero-América.

 

A implantação de um banco de leite humano inclui a transferência de tecnologia dos processos de conservação e controle de qualidade, tecnologia, e a instalação do sistema de informação e gestão de bancos de leite humano, coordenado pelo Icict. O sistema integra o serviço, o conhecimento científico e tecnológico, os indicadores, o monitoramento, a comunicação, a aplicação de recursos financeiros e o geoprocessamento. Em termos operacionais, a ação vem sendo viabilizada por mecanismos de cooperação técnica, em que a Fiocruz atua diretamente com o país cooperante, com apoio técnico e financeiro da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério de Relações Exteriores do Brasil. 


Última atualização: 3/11/2014

 

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